Sonhar não faz mal ...my open diary!!

Outubro 29 2006

Passa-se qualquer coisa comigo...

Hoje estou a sentir-me de uma forma estranha e não sei dizer o que é, não, não estou doente nem nada parecido, pelo menos acho que isto não se chama doença.

Tudo o que sei acerca deste meu estranho estado, é que me deixa de nó no estômago, e peito apertado, ansiosa e suspirante   ai ai ai ... isto não me pode estar a acontecer, não de novo, tenho medo. Da ultima vez que me comecei a sentir assim, não deu certo, da ultima vez que suspirei desta maneira, sofri...

 Espero que passe, há de passar.

No fundo, até sei o que este conjunto de sintomas quer dizer, simplesmente não o quero aceitar.

Só agora vejo que aquele mf* me deixou num estado pior do que eu imaginava, deixei de confiar, deixei de acreditar nos sentimentos alheios, o medo de passar por metade do que passei faz-me fugir a sete pés de quem quer que seja. Não é justo para mim eu sei, gostaria de voltar a amar e ser amada, mas o pavor de voltar a sofrer impede-me. Sempre fui pessoa de correr riscos, nunca deixei de fazer nada por medo, por receio, e até isso ele conseguiu mudar, e isso só aumenta  o meu ódio por ele a cada dia que passa. Não queria sentir ódio , queria apenas ser indiferente, mas não consigo, cada vez que penso nos quatro anos desperdiçados, quando penso em toda a energia gasta, em tantas coisas abdicadas, tudo para quê? Para nada, não é justo, não dá para ser indiferente.

Felizmente estou livre de ti, engoli muitos sapos, na esperança de que um dia voltasses a ser quem eras quando te conheci. Agora quem precisa de voltar a esse tempo sou eu, preciso recuperar-me, voltar a confiar nas pessoas, nem toda a gente é como tu, eu sei disso, e com um bocadinho de esforço eu sei que consigo, porque ao contrário de ti eu não sou fraca. Há de chegar o dia em que a tua existência não me irá aquecer nem arrefecer, há de chegar o dia em que já não me impedirás de ser feliz.

Neste momento, tenho medo dos meus sentimentos, neste momento tenho pavor de voltar a usar as palavras, paixão, amor... mas não há de ser assim para sempre, I’m tuff man, you should have known that.

Um dia destes vou poder dizer “ voltei a amar”, e tu algum dia o farás?!  Pff... pobre de quem esperar por isso...

 

 

publicado por the biggest dreamer às 01:38

Outubro 27 2006

Estes dias ando um tanto ou quanto “desinspirada”, não sei porquê mas têm-me faltado palavras, acho que me tem faltado sentimento. Talvez seja só por andar muito ocupada ( a faculdade este ano dá cabo de qualquer um) e quando chego a casa tudo o quero é tomar uma banhoca, comer e dormir. Não tenho tido muito tempo para me dedicar ás coisas que eu realmente gosto, como por exemplo escrever...hoje ao olhar para um jornal, senti falta de algo que há muito muito tempo não faço, mais uma das formas que eu tenho de expressar o que me vai na alma, desenhar...já não me lembro da ultima vez que peguei num lápis e desenhei, não falo daqueles desenhos de borda de caderno, porque disso está cheio o meu, mas sim de pegar numa folha de papel A3 e deixar que a mente flua e que as mãos tomem vida própria. Deixei de pôr em imagens o que rodopiava na minha mente, mas não sei como nem porquê...

De qualquer modo, as coisas que amo guardo-as com carinho no meu grande coração, sei que elas e estão lá e quando tiverem que sair, elas saem. Não há porquê tentar forçar uma situação, a pressão raramente produz  bons resultados, e eu sou uma apreciadora das coisas boas e belas da vida. Não sei, mas deve ter alguma a coisa  a ver com esta minha hipersensibilidade ( não que a considere uma virtude, mas tem lá as suas coisas boas), parece que ás vezes consigo ver beleza em coisas que nem sempre a parecem possuir. A maior parte das vezes basta muda-las de lugar, ou olhar um bocadinho mais de perto ou  com mais atenção, para nos apaixonar-mos pela coisa mais insignificante.

A beleza está nos olhos de quem vê. Pelo menos é esta a minha opinião...

 

 

publicado por the biggest dreamer às 21:28

Outubro 24 2006

A LIÇÃO DA BORBOLETA

 

"Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.

 

Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.

Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.

 

Então o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.
A borboleta então saiu facilmente.

Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.

 

O homem continuou a observá-la,  porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.

 

 

Nada aconteceu!

Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. 

Ela nunca foi capaz de voar.

O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse  livre do casulo.

 

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida.

Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.

Eu pedi forças... e Deus deu-me dificuldades para fazer-me forte.

Eu pedi sabedoria... e Deus deu-me problemas para resolver.

 

 

Eu pedi prosperidade... e Deus deu-me cérebro e músculos para trabalhar

 

Eu pedi coragem... e Deus deu-me obstáculos  para superar.

Eu pedi amor... e Deus deu-me pessoas com problemas para ajudar.

 

Eu pedi favores...  e Deus deu-me oportunidades.

Eu não recebi nada do que pedi... mas eu recebi tudo de que precisava."

 

         Viva a vida sem medo, enfrente todos os obstáculos e mostre que você pode superá-los. 

.

Colaboração: Marcos Pontes

 

publicado por the biggest dreamer às 21:35

Outubro 23 2006

Típico dia de Outono, escuro e com muita chuva, daqueles propícios a ficar em casa deitada no sofá coberta com um edredon a ver um bom filme. Bem parece que acabei de descrever o meu dia de domingo.

 Ás vezes sabe bem estarmos assim aconchegados na nossa casita, sem ouvir a mais ninguém senão a nós próprios, a vermos todos os filmes que possam passar na tv, descontraídos e com uma preguiça imensa de nos levantarmos seja para fazer lá o que for. Dei um nome ao que fiz hoje, chamei-lhe “curtir a solidão”, é bom, mas parece ser algo que cansa... sim cansa, porque nos primeiros tempos de “solteirice” esta sensação de liberdade parece-nos ser a melhor coisa do mundo, não termos que nos preocupar com nada nem ninguém é simplesmente maravilhoso.

Mas e quando acordarmos noutro típico dia de Outono com vontade de termos alguém a quem abraçar e ficar assim o dia todo, e não a encontrarmos?! Parece-me que toda a magia dessa mesma tarde escura e de chuva passa, o aconchego desaparece para dar lugar ao tédio, a descontracção vira ansiedade, o barulho da chuva que antes nos fazia sentir seguros dentro de casa torna-se simplesmente irritante...quebra-se o momento...

Espero que dias assim ainda demorem a bater-me á porta, tenho medo de um dia destes acordar e não me achar suficiente para mim mesma. Não quero com isto dizer que não volte a querer mais ninguém ao meu lado, pura mentira, quero sim, mas não agora, acho que preciso passar não só este Outono, mas também um Inverno, uma Primavera e quem sabe também um Verão, a curtir mais dias de solidão, dias em que só a minha companhia me bastem. São dias como estes que me fazem ver que não preciso de mais ninguém para me sentir feliz, a felicidade não vem com outros nem nasce deles, a felicidade está em nós, basta querermos, basta olharmos para dentro de nós, ela está lá é uma questão de procurarmos bem. Eu procurei tanto que a encontrei, não estou a dar pulos de alegria, se é assim que muitos consideram a felicidade, estou calma e em paz comigo mesma. Sinto-me como um rio que corre livremente, a corrente não está forte, as águas não estão agitadas, elas simplesmente correm... para mim é isto estar feliz. Estou quieta no meu canto, mas sei que espalhados pela cidade tenho gente que neste preciso momento se está a lembrar de mim, sei que tenho amigos sólidos em quem posso confiar hoje e para sempre, uns pais fabulosos, um irmão que amo de todo o coração, uma cunhada, que quanto a mim foi um anjo que caiu nas nossas vidas, simplesmente adoro-a, a minha vida está repleta de gente linda, e eles neste momento são tudo o que preciso para ser feliz.

Aprendi a viver um dia de cada vez, a apreciar cada momento, cada alegria, cada sorriso, aprendi a sentir o cheiro das coisas e o seu precioso toque, posso dizer que tive de morrer para renascer de novo, renewed and unpoisoned... 

publicado por the biggest dreamer às 00:01

Outubro 21 2006

Hoje foi um daqueles dias em que acordei bem, nem nostálgica, nem ansiosa, acordei simplesmente com a sensação de que tinha passado uma boa noite. Há já uns dias que tenho dormido assim, profundamente o que me faz acordar com um humor diferente do que é costume, sim... costumo ser daquelas pessoas que acorda invariavelmente de mau humor, mas isso vá-se lá saber porquê não tem acontecido.

 Tenho a sensação que as coisas á minha volta estão a mudar, que eu própria me estou a transformar a um ritmo um bocado rápido do qual eu estou acostumada, confesso que fico um pouco apreensiva quanto a isso, mas por outro lado estou a gostar. Estes últimos dias tenho sido confrontada com certas perguntas que me deixam a pensar seriamente no modo como tenho levado a minha vida, a pessoa que as faz não sabe, mas tem contribuído significativamente para isso. Sinto-me diferente, não sei explicar como, é como se tivesse a aterrar das nuvens, mas aos poucos sem cair de cabeça, estou assustada, mas sei que é esta a realidade e não quero voltar atrás. Digo sempre que as pessoas não entram nas nossas vidas por acaso, por isso só tenho que dar valor a esta, que entrou assim meio sem pedir licença, mas que já vai conquistando o seu espaço, e eu deixo porque vale a pena...

 Numa das nossas conversas, esta mesma pessoa fez-me mudar completamente a forma de pensar á cerca de um certo assunto, falamos na cura do amor, eu sempre achei que só quem provocava a dor era capaz de retirá-la, ainda que fosse com um simples “desculpa” ainda que as coisas não voltassem a ser as mesmas. Mas hoje fiquei com uma visão mais realista , ela ( que na verdade é um ele) mostrou-me que a cura está nas nossas mãos, na nossa consciência, que basta acharmos que quem nos magoou acredite que nós nunca nos sentimos assim para darmos o primeiro passo para a “salvação”, dito assim parece complicado, mas pensando bem no assunto ele tem toda a razão: It’s all about us.

Tenho tido muitas e boas conversas, com as quais pretendo continuar, porque elas me fazem bem, são um género de catarse e isso deixa-me como me encontro agora, leve!!

Grazie G.

 

publicado por the biggest dreamer às 00:30

mais sobre mim
Outubro 2006
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
12

15
16
18
19
20

22
25
26
28

30
31


pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO